Cantores do Rádio - Núbia Lafayette


Núbia Lafayette

Idenilde Araújo Alves da Costa, conhecida pelo nome artístico de Núbia Lafayette, nasceu em Assu, no interior do estado do Rio Grande do Norte, em 21 de janeiro de 1937, onde residiu até os três anos, idade que tinha quando a família se mudou para o Rio de Janeiro. Desde menina, demonstrou talento para a música apresentando-se em programas infantis desde os 8 anos de idade. Participou de programas de calouros em rádios, interpretando músicas de Vicente Celestino. Estreou profissionalmente por volta de 1960, ano em que gravou seu primeiro disco. Foi crooner da boate Cave. Influenciada por Dalva de Oliveira, teve entre seus maiores sucessos canções românticas e boleros.
Morava em Maricá, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, quando faleceu em 18 de junho de 2007.


Matéria de 31 Jul 2010
Cantores do Rádio - Núbia Lafayette


Núbia Lafayette

Idenilde Araújo Alves da Costa, conhecida pelo nome artístico de Núbia Lafayette, nasceu em Assu, no interior do estado do Rio Grande do Norte, em 21 de janeiro de 1937, onde residiu até os três anos, idade que tinha quando a família se mudou para o Rio de Janeiro. Desde menina, demonstrou talento para a música apresentando-se em programas infantis desde os 8 anos de idade. Participou de programas de calouros em rádios, interpretando músicas de Vicente Celestino. Estreou profissionalmente por volta de 1960, ano em que gravou seu primeiro disco. Foi crooner da boate Cave. Influenciada por Dalva de Oliveira, teve entre seus maiores sucessos canções românticas e boleros.
Morava em Maricá, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, quando faleceu em 18 de junho de 2007
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Matéria de 31 Jul 2010
Os Grandes Cantores do Rádio - Francisco Alves


Francisco de Morais Alves nasceu no Rio de Janeiro RJ em 19 de Agosto de 1898. Filho de portugueses, nasceu na Rua Conselheiro Saraiva, no centro, sendo criado nos bairros da Saúde, Estácio e Vila Isabel. Seu pai tocava alguns instrumentos e era dono de botequim. Cursou apenas a escola primaria e desde cedo interessou-se pela música. Da irmã Nair ganhou uma guitarra e as primeiras lições. Começou sua carreira de cantor em abril de 1918, na Companhia de João de Deus-Martins Chaves. Depois ingressou na Companhia de Teatro São José, do empresário José Segreto. Em 1919, para o Carnaval de 1920, levado por Sinhô, gravou na etiqueta Popular (recém-fundada por Paulo Lacombe e João Batista Gonzaga, suposto filho de Chiquinha Gonzaga) dois discos com a marcha O pé de anjo e os sambas Fala meu louro e Alivia estes olhos, todas de Sinhô. Ganhava a vida como motorista de praça, apresentando-se como cantor-ator secundário de revistas musicais. Casou-se em 1920 com Perpétua Guerra Tutóia, de quem logo se separou. No mesmo ano conheceu a atriz-cantora Célia Zenatti, sua companheira por 28 anos. Em 1924 gravou para o Carnaval dois discos na Odeon, com o samba Miúdo (Sebastião Santos Neves) e as marchas Não me passo pra você e M.lle. Cinema (ambas de Freire Júnior). Voltou em 1927 a Odeon na qual rapidamente gravou 11 discos com 19 músicas ainda no sistema mecânico, com destaque para Cassino Maxixe (primeira versão de Gosto que me enrosco) e Ora vejam só, sambas de Sinhô. Em julho de 1927, quando a Odeon inaugurou no Brasil o sistema elétrico de gravações, foi o interprete da marcha Albertina e do samba Passarinho do má (ambas de Duque), as duas faces do primeiro disco produzido eletricamente, o Odeon 10.001. Em 1928 passou a gravar concomitantemente na Parlophon, subsidiaria da Odeon, utilizando o apelido de Chico Viola. Em fevereiro de 1929 fez sua estreia no radio, apresentando-se na Rádio Sociedade. Seus discos começaram a sair em profusão e sem tardar alcançou o topo do qual jamais saiu até falecer. Só em 1928 e 1929 gravou quase 300 musicas de reconhecida qualidade. Interpretou todos os gêneros e foi quem mais gravou em toda a historia dos discos de 78 rpm no Brasil: 526 discos com 983 musicas. Como compositor deixou cerca de 132 musicas, sendo seu forte a melodia.
Em 1928 fez na Parlophon o primeiro registro da canção A voz do violão, melodia sua e versos de Horácio Campos, grande sucesso, tanto que a regravou em 1929, 1939 e 1951. Nesse ano também lançou de Sinhô os sambas A favela vai abaixo, Ora vejam só (segunda matriz) e Não quero saber mais dela, em dueto com Rosa Negra, e de Pixinguinha com letras de Cícero de Almeida os sambas Festa de branco e Samba de nego, bem como a modinha Malandrinha, de Freire Júnior, e a canção Lua nova, sua e de Luís Iglesias. Nos anos de 1929 e 1930, de campanha presidencial, foi quem mais gravou canções de conteúdo político, como em 1929, o samba É sim senhor e a marcha Seu doutor (ambos de Eduardo Souto), a marcha Seu Julinho vem (Freire Júnior), e, em dueto com Araci Cortes, o samba É no toco da goiaba (Eduardo Souto e José Jannyni). No Carnaval de 1930 obteve notável êxito com a marcha Dá nela (Ary Barroso). Outro sucesso memorável foi sua gravação do Hino a João Pessoa (Eduardo Souto e Osvaldo Santiago), antes da revolução de outubro desse ano, durante o qual também excursionou pela primeira vez ao exterior, apresentando-se em Buenos Aires, Argentina, com a companhia de revistas musicais de Jardel Jercolis.
Na volta a Odeon reuniu-o a Mário Reis, por sugestão sua, para cantarem em dupla, estreando com os sambas Deixa essa mulher chorar (Brancura) e Qua-qua-quá (Lauro dos Santos), êxitos no Carnaval de 1931. A dupla durou ate o final de 1932 e deixou 12 discos com 24 gravações importantes, entre as quais o samba Se você jurar (1931), com Ismael Silva e Nilton Bastos, Marchinha do amor (1932), de Lamartine Babo, a marcha Formosa (Carnaval de 1933), de Nássara e J. Rui, e Fita amarela (Carnaval de 1933), de Noel Rosa.
Em 1931 gravou entre outros sucessos a versão da valsa Dançando com lagrimas nos olhos (Joe Burke e Lamartine Babo), a modinha Deusa (Freire Júnior) e o samba Mulher de malandro (Heitor dos Prazeres), no Carnaval de 1932, primeiro prêmio no primeiro concurso oficial de musicas carnavalescas. Ainda nesse ano lançou o samba Gandaia (seu com Ismael Silva) e Para me livrar do mal (Ismael e Noel Rosa) e começou sua parceria com Orestes Barbosa, apenas letrista, com a canção Meu companheiro, que produziu 14 composições ate 1934. Em 1933 gravou de Noel Rosa os sambas Fita amarela, já referido, Pra esquecer, Feitio de oração (com Vadico) em dueto com Castro Barbosa, Não tem tradução, entre outros, bem como a marcha junina Cai, cai balão (Assis Valente), com Aurora Miranda em sua estreia no disco, a rumba Garimpeiro do Rio das Garças (João de Barro), a canção Pálida morena (Freire Júnior). Nesse ano, o locutor César Ladeira deu-lhe o slogan de Rei da Voz. Em 1934 transferiu-se para a RCA Victor, na qual ficou ate 1937. Passou a dirigir um programa na Radio Cajuti, nele 1ançando o cantor Orlando Silva, que se tornaria seu grande rival junto ao publico. Ainda em 1934 gravou a valsa A mulher que ficou na taça (sua com Orestes) e fez aquele que seria seu único disco com Carmen Miranda, com a marcha Retiro da saudade (Noel Rosa e Nássara). Tinha se iniciado de certa forma no cinema em Voz do Carnaval (1933), de Ademar Gonzaga, no qual foi aproveitada apenas sua voz tirada de discos. Em 1935 estreia de fato na tela em Alô, alô Brasil, de Wallace Downey, João de Barro e Alberto Ribeiro, a que se seguiriam os filmes Alo, alo Carnaval, de Ademar Gonzaga (1936), Laranja da China (1940), de J. Rui, e Samba em Berlim (1943), Berlim na batucada (1944), Pif-paf (1945), Caídos do céu (1946) e Esta e fina (1948), todos de Luís de Barros.
No Carnaval de 1935 lançou o samba Foi ela (Ary Barroso) e a marcha Grau dez (Ary e Lamartine) e depois o samba Na virada da montanha (mesma parceria). Depois de vários anos, e pela ultima vez, atuou no teatro musicado na bem sucedida burleta Da favela ao Catête, de Freire Júnior. No Carnaval de 1936 lançou as marchas Manhas de sol (João de Barro e Alberto Ribeiro), Uma porta e uma janela (Nássara e Roberto Martins), A.M.E.I. (Nássara e Frazão), os sambas É bom parar (Rubens Soares) e Me queimei (Nássara e Valfrido Silva) e no meio do ano o samba Favela (Roberto Martins e Valdemar Silva). Nas festas juninas foi muito cantada a marcha Pula a fogueira (Getúlio Marinho e João Bastos Filho). Nesse ano apresentou-se na Radio El Mundo, de Buenos Aires, por dois meses, tendo levado Alzirinha Camargo e Benedito Lacerda, e também publicou sua autobiografia Minha vida, minha vida. Em 1937 gravou o samba-canção Serra da Boa Esperança (Lamartine Babo). Em 1938, no Carnaval pernambucano, marcou sucesso com as gravações dos frevos Ui, que medo eu tive! (Anibal Portela e José Mariano) e Júlia (Capiba) e, no Carnaval carioca, com os sambas Ando sofrendo (Roberto Martins e Alcebíades Barcelos) e Vão pro Scala de Milão (Ary Barroso). Nos gêneros sentimentais, lançou o samba-canção A única lembrança (Ary Barroso) e a canção Meu romance (Saint-Clair Senna).
Em 1939 registrou as valsas Diga-me e Minha adoração (ambas de Nelson Ferreira) e Valsa dos namorados (Silvino Neto) e o gênero a que se chamou "samba-exaltação" com Aquarela do Brasil (Ary Barroso), designado no selo do disco "cena brasileira". Transferiu-se para a Columbia e gravou nesse gênero Brasil! (Benedito Lacerda e Aldo Cabral), em dueto com Dalva de Oliveira, 1939; Onde o céu azul e mais azul (João de Barro, Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho), 1940; Canta Brasil! (Alcir e Davi Nasser), 1941; Bahia com H (Denis Brean), 1947; São Paulo, coração do Brasil (com Davi Nasser), 1951, e outros. Em 1940 lançou no Carnaval a marcha Dama das Camélias (Alcir e João de Barro) e os sambas Solteiro e melhor (Rubens Soares e Felisberto Silva) e Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda e Aldo Cabral). Em 1941 lançou os sambas carnavalescos Poleiro de pato e no chão (Rubens Soares) e Eu não posso ver mulher (Osvaldo Santiago e Roberto Roberti) e a valsa Eu sonhei que tu estavas tão linda (Francisco Matoso e Lamartine Babo).
Depois de atuar em diversas emissoras, fixou-se a partir de 1941 na Radio Nacional ate falecer. Seu programa dos domingos ao meio-dia, Quando os Ponteiros se Encontram, apresentado pela locutora Lúcia Helena, obteve maciça audiência em todo o Brasil. Em 1942 foi um dos vencedores do Carnaval com Sandália de prata (Alcir e Pedro Caetano) e, na musica romântica, lançou as valsas Carnaval da minha vida (Benedito Lacerda e Aldo Cabral) e Capela de São José (Marino Pinto e Herivelto Martins). Em 1943 gravou as versões dos foxes-canções Beija- me muito (Consuelo Velasques e Davi Nasser) e O amor e sempre amor (Hupfeld e Jair Amorim), e a valsa- bolero A mulher e a rosa (Alcir e Davi Nasser) e, em 1944, no Carnaval, a marcha Eu brinco (Pedro Caetano e Claudionor Cruz) e o samba Odete (Herivelto Martins e Waldemar de Abreu), com o Trio de Ouro.
Em tempo de guerra gravou Canção do expedicionário (Espártaco Rossi e Guilherme de Almeida) e varias versões. Em 1945 seus sucessos no Carnaval foram o samba Isaura (Herivelto Martins e Roberto Roberti) e Que rei sou eu? (Herivelto e Valdemar da Ressurreição); em 1946, a marcha Palacete no Catête (Herivelto e Ciro de Sousa) e o samba Vaidosa (Herivelto e Artur Morais); depois, o samba Fracasso (Mário Lago) e as regravações da canção Minha terra (Valdemar Henrique) e do fox-canção O cigano (Marcelo Tupinambá e Gastão Barroso). Em 1947, no Carnaval, fez sucesso com o samba Palhaço (Herivelto e Benedito Lacerda) e depois com Cinco letras que choram (Adeus) (Silvino Neto), Bahia com H, já referido, e os sambas-canções Nervos de aço (Lupicínio Rodrigues) e Caminhemos (Herivelto Martins); em 1948, o samba Falta um zero no meu ordenado (Ary Barroso e Benedito Lacerda). Vieram então os sambas-canções Quem ha de dizer (Lupicínio e Alcides Gonçalves), Esses moços (Lupicínio) e Madrugada (Herivelto e Evaldo Rui). Em 1949 foram sucessos carnavalescos os sambas Maior e Deus (Felisberto Martins e Fernando Martins) e a marcha Pode matar que e bicho (sua com Haroldo Lobo e Nilton de Oliveira) e, em 1950, foi muito cantado o samba A Lapa (Herivelto e Benedito Lacerda); lançou ainda os sambas-exaltação Forasteiro e Aquarela mineira (ambos de Ary Barroso) e o samba Maria Rosa (Lupicínio Rodrigues). Em 1951, foi a vez dos sambas Deus lhe pague (Polera, André Penazzi e Davi Nasser) e Lili (Haroldo Lobo e Davi Nasser), das marchas Holandesa (Davi Nasser e Haroldo Lobo), com Dalva de Oliveira e Retrato do velho (Haroldo Lobo e Marino Pinto) e do samba-exaltação São Paulo, coração do Brasil (com Davi Nasser). A parceria com Davi Nasser, iniciada em 1940, resultou em 20 composições e um livro de bolso biográfico, escrito por Davi, Chico Viola, publicado em 1966. Em 1952, no Carnaval, teve muito êxito com a marcha Confete (Jota Júnior e Davi Nasser).
Faleceu em Pindamonhangaba SP em 27 de Setembro de 1952, num desastre de automóvel na Via Dutra, quando o Buick que dirigia recebeu o choque de um caminhão na contramão.

Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolha
Matéria de 12 Jul 2010
História do Rádio
HISTÓRIA DO RÁDIO
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O Começo
Tudo começou em 1863 quando, em Cambridge, Inglaterra, James Clerck Maxwell demonstrou teoricamente a provável existência das ondas eletromagnéticas. Ele era professor de física experimental e a partir desta revelação outros pesquisadores se interessaram pelo assunto. O alemão Henrich Rudolph Hertz (1857-1894) foi um deles.
O princípio da propagação radiofônica veio mesmo em 1887, através de Hertz, que fez saltar faíscas através do ar que separavam duas bolas de cobre. Por causa disso os antigos "kilociclos" passaram a ser chamados de "ondas hertzianas" ou "kilohertz".
A industrialização de equipamentos se deu com a criação da primeira companhia de rádio, fundada em Londres (Inglaterra), pelo cientista italiano Guglielmo Marconi. Em 1896 Marconi já havia demonstrado o funcionamento de seus aparelhos de emissão e recepção de sinais na própria Inglaterra, quando percebeu a importância comercial da telegrafia.
Até então o rádio era exclusivamente "telegrafia sem fio", algo já bastante útil e inovador para a época, tanto que outros cientistas e professores se dedicaram a melhorar seu funcionamento como tal. O inglês Oliver Lodge e o francês Ernest Branly, por exemplo, inventaram o "coesor", um dispositivo que melhorava a detecção. Não se imaginava, até então, a possibilidade do rádio transmitir mensagens faladas, através do espaço.
E as inovações continuavam a surgir... o rádio evoluia rapidamente !
Em 1897, Oliver Lodge inventou o circuito elétrico sintonizado, que possibilitava a mudança de sintonia selecionando a freqüência desejada.
Lee Forest desenvolveu a válvula triodo. O alemão Von Lieben e o americano Armstrong empregaram o triodo para amplificar e produzir ondas eletromagnéticas de forma contínua.
Também no Brasil o rádio crescia: um Padre-cientista gaúcho, chamado Roberto Landell de Moura, nascido em 21 de janeiro de 1861, construiu diversos aparelhos importantes para a história do rádio e que foram expostos ao público de São Paulo em 1893:
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Teleauxiofono (telefonia com fio)

Caleofono (telefonia com fio)

Anematófono (telefonia sem fio)

Teletiton (telegrafia fonética, sem fio, com o qual duas pessoas podem comunicar-se sem serem ouvidas por outras)

Edífono (destinado a ducificar e depurar as vibrações parasitas da voz fonografada, reproduzindo-a ao natural)
Já em 1890, Landell de Moura previa em suas teses a "telegrafia sem fio", a "radiotelefonia", a "radiodifusão", os "satélites de comunicações" e os "raios laser". Dez anos mais tarde, em 1900, o Landell de Moura obteve do governo brasileiro a carta patente nº 3279, que lhe reconhece os méritos de pioneirismo científico, universal, na área das telecomunicações. No ano seguinte ele embarcou para os Estados Unidos, e em 1904, o "The Patent Office at Washington" lhe concedeu três cartas patentes: para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras.
Nos Estados Unidos, foram anos de pesquisas, tentativas e aprimoramentos até Lee Forest instalar a primeira "estação-estúdio" de radiodifusão, em Nova Iorque, no ano de 1916. Aconteceu então o primeiro programa de rádio, que se tem notícia. Ele tinha conferências, música de câmara e gravações. Surgiu também o primeiro registro de radiojornalismo, com a transmissão das apurações eleitorais para a presidência dos Estados Unidos.
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A "Era do Rádio"
A partir de 1919 começa a chamada "Era do rádio".
O microfone surge através da ampliação dos recursos do bocal do telefone, conseguidos em 1920, nos Estados Unidos, pelo engenheiro da Westinghouse.
A Westinghouse que fez nascer a radiodifusão. Ela fabricava aparelhos de rádio para as tropas da Primeira Guerra Mundial e com o término do conflito ficou com um grande estoque de aparelhos encalhados. A solução para evitar o prejuízo foi instalar uma grande antena no pátio da fábrica e transmitir música para os habitantes do bairro. Os aparelhos encalhados foram então comercializados.
A primeira transmissão radiofônica oficial brasileira foi o dircurso do Presidente Epitácio Pessoa, no Rio de Janeiro, em plena comemoração do centenário da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1922. O discurso aconteceu numa exposição na Praia Vermelha, na cidade do Rio de Janeiro, e o transmissor foi instalado no alto do Corcovado, pela Westinghouse Electric Co.
Pó rque a época ficou conhecida como a "Era do Rádio"? Nos EUA, o rádio crescia surpreendentemente. Em 1921 eram 4 emissoras, mas no final de 1922, os americanos contavam 382 emissoras.
A chegada do rádio comercial não demorou. Logo as emissoras reivindicaram o direito de conseguir sobreviver com seus próprios recursos. A pioneira no rádio comercial foi a WEAF de Nova Iorque, pertencente à Telephone and Telegraf Co. Ela irradiava anúncios e cobrava dois dólares por 12 segundos de comercial e cem dólares por 10 minutos.
O "pai do rádio brasileiro" foi Edgard Roquete Pinto. Ele e Henry Morize fundaram, em 20 de abril de 1923, a primeira estação de rádio brasileira: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Foi aí que surgiu o conceito de "rádio sociedade" ou "rádio clube", no qual os ouvintes eram associados e contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora.

O Dia Mundial das Telecomunicações é comemorado em 17 de maio porque foi nesta data, em 1865, que se institui a "União Telegráfica Internacional".

Matéria de 24 Jun 2010
O Rádio Carioca - Artigo 3
Iterbio Galiano Aldrighi

O Rádio de Ontem

O PRIMEIRO PREFIXO – PRA-2

A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro não foi tão somente a primeira a requerer a sua legislação junto aos Correios e Telégrafos, para ter a posse do prefixo número 1 do Brasil (PRA-2). Por ela se modelaram todas as sociedades e rádioclubes que tivemos, e a orientação que lhe deram poderá ainda hoje fazer parte da história da radiofonia brasileira.
Os nomes mais representativos da cultura de nosso país fizeram-se ouvir, inúmeras vezes, em conferências e palestras, por seu microfone. Suas atividades educativas se distribuíram através de:

CURSOS – Literatura francesa – Profa Maria Velloso

Literatura inglesa – Profa Heloísa Lentz.
Esperanto – Prof Couto Fernandes.
Rádio Telegrafia e Telefonia – Prof Vitorino
Augusto Borges.
Silvicultura prática – Prof Alberto Sampaio.

b) LIÇÕES - Português – Professores Antenor Nascente e
José Oiticica.
Francês – Profa Maria Velloso.
Inglês - Professores Luís Eugênio de Morais
Costa e Helena Lentz.
Italiano - Prof Gean Bicci.
Geografia – Prof Odilon da Mota Portinho.
História Natural – Prof Melo Leitão.
Física – Prof Venâncio Filho.
Química – Professores Mário Saraiva e Custódio
José da Silva.

E o Rádio de Hoje?
(*) Jornalista, médico e escritor.
Matéria de 21 Mar 2010
O Rádio Carioca - Artigo 2
Iterbio Galiano Aldrighi

É naturalmente nos centros rurais que a radio instrução mais se
adapta às dificuldades de aí chegar à instrução pessoal”.

Prof. Alceu Amoroso Lima.

Breve História da Rádio Clube do Brasil – PRA-3
Em 1923, além da Sociedade Rádio do Rio de Janeiro, era criada no antigo Distrito Federal, a PRA-3, Rádio Clube do Brasil. Ambas irradiavam em dias alternados: às segundas, quartas e sextas-feiras, a Sociedade Rádio Rio de Janeiro e às terças, quintas e sábados, a Rádio Clube do Brasil. Aos domingos o carioca não ouvia rádio. No início da nossa radiodifusão, as rádios-clube eram mantidas por associados, pessoas e algumas firmas comerciais que colaboravam pecuniariamente, uma espécie de mantenedores. Mais tarde surgiram os reclames, os anunciantes. A Rádio Clube do Brasil foi uma das primeiras emissoras a ampliar as suas instalações. Logo após estabelecer-se no Edifício do Cineac Trianon, inaugurou um auditório, um estúdio amplo, além de aparelhamentos modernos. Pouco a pouco a PRA-3 foi formando seu elenco de locutores (speakers), produtores-apresentadores de programas, até obter recursos para trazer artistas internacionais como o tenor italiano Beniamino Gigli. E que sucesso! Veio também um ás do teclado, o ucraniano Sergei Sergeievitch Prokofiev. Arnaldo Amaral, que fora um dos diretores da Rádio, conta que ocorrera um fato bastante interessante com o compositor e pianista russo. Prokofiev só tocava em seu piano e, por isso mesmo, toda vez que tinha audição na emissora, pagava a um carregador para transportar o instrumento à Rádio. Depois, os dirigentes da estação compraram um piano e pediram ao músico que colocasse junto ao teclado a sua assinatura. O grande pianista assim o fez. O tempo passou e Prokofiev retornou a sua pátria. Os anos se sucederam, e o piano precisava de reparos. Chamaram um lustrador português, que ao se deparar com a assinatura, bradou enraivecido: — Ora bejam só! Quem terá sido o engraçadinho que rabiscou o piano? E o mais que depressa, usando um canivete, arrancou o autógrafo do grande Prokofiev.

‘De Rádio — Papel Carbono continua a ser uma atração da PRA-3. Ainda na semana que findou, tivemos a oportunidade de ouvi-lo e confessamos que a impressão causada foi a melhor possível. Embora não sendo propriamente um programa de calouros e sim de imitadores, quando estes fracassam na intenção que os levou ali, não ouvem de Renato Murce o clássico ‘deboche’ tão comum em várias estações. O ‘Seu Leão da Metro’, com palavras delicadas, sem ferir os melindres do candidato, explica-lhe que faltou experiência. Mas nem todos pensam da mesma forma, senão... ’
(texto publicado pelo autor, crítico de Rádio em O Popular, jornal carioca, diário, em 19/3/1953).

(*) Jornalista, produtor da Rádio Roquette-Pinto 94,1 FM, médico e escritor.
Matéria de 21 Mar 2010
O Rádio Carioca - Artigo 1
Iterbio Galiano Aldrighi

As lições transmitidas pelo Rádio poderiam
ser de orientação para esses professores rurais,
que assim as retransmitiriam aos seus rá-
dio-ouvintes ou diretamente as ministrariam aos
alunos freqüentes à sua escola ou casa.”

Profº Leitão da Cunha
 
Breve História da Rádio Mayrink Veiga: PRA – 9
A Rádio Sociedade Mayrink Veiga nasceu, como as outras emissoras, dos esforços fatigantes e incessantes de um grupo de homens inteligentes, idealistas, que só tinham em mente edificar um colégio radiofônico — segundo César Ladeira, nome de prestígio na radiofonia brasileira, diretor artístico daquela emissora e criador, com a colaboração de Plácido Ferreira e Paulo Magalhães do tradicional Teatro pelos Ares.
O Distrito Federal já possuía duas escolas radiofônicas, as Rádios Sociedade Rio de Janeiro e a Club do Brasil, daí era preciso aumentar o número de emissoras, difundir a cultura. Desse ideal, em 6 de março de 1926, presidida por Alfredo Mayrink Veiga, nascia a PRA-K, Rádio Mayrink Veiga, com sede e estúdios na rua do mesmo nome, nº 15, próxima à Praça Mauá, operando em 1.110 kilociclos, com a potência de 1 kilowatt. Suas audições, à base de gravações, se estenderam até 1933, quando se resolveu contratar o locutor César Ladeira, nascido em São Paulo. Já nesta época a Rádio Mayrink Veiga operava em 1.220 kilociclos e mudara o seu prefixo para PRA-9.

Felício Mastrangelo apresentava, naquela época, somente às sextas-feiras, um programa com cantores. Mais tarde, César Ladeira aumentou o elenco da emissora com Francisco Alves, Carmem Miranda, Aurora Miranda, Jorge Fernandes, Patrício Teixeira, Noel Rosa e muitos outros artistas. Já estava se confirmando as palavras de um dos pioneiros da radiodifusão, o Profº Edgard Roquette-Pinto: “...O Rádio trará um grande lenitivo para o povo brasileiro...”

Em 1934, Rádio Mayrink Veiga apresentou uma aduição com o astro do cinema, Ramon Navarro. Esse ano passou depressa. Em 1935, vinha a lume o livro do Profº Anísio Teixeira, intitulado Educação Pública, sua Organização e Administração, cujo capítulo III trazia o seguinte prefácio de Edgard Roquette-Pinto: “...a radiodifusão didática acha-se ainda em pleno período experimental. O que já vai proporcionando é admirável; mas está, por enquanto, longe do que há de ser. Acontece, com o rádio, algo de parecido com o que se passou com a lanterna mágica.”

(texto publicado pelo autor, crítico de Rádio em O Popular, jornal carioca, diário, em 14/4/1953).
(*) Jornalista, médico e escritor.
Matéria de 21 Mar 2010
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